Equipe multidisciplinar melhora condição física e mental de pacientes obesos
Fundação Hospitalar São Lucas é referência em cirurgia bariátrica na região Oeste
A cirurgia bariátrica é um procedimento indicado para tratar casos de obesidade grave e consiste em diminuir a capacidade do estômago, e consequentemente baixar o consumo e absorção de calorias.
A Fundação Hospitalar São Lucas de Cascavel é referência em cirurgia bariátrica desde 2010 pela 10ª Regional de Saúde, que compreende a cidade de Cascavel e região, e desde 2022 pela 9ª Regional de Saúde, que abrange Foz do Iguaçu e região.
Trabalho multidisciplinar
Para a realização da cirurgia, o protocolo estabelecido pelo SUS (Sistema Único de Saúde) requer que o paciente passe por algumas etapas antes do procedimento. O atendimento multidisciplinar é realizado no ambulatório de obesidade do Hospital São Lucas, localizado nas Clínicas FAG.
"Para o paciente conseguir diminuir a ingestão calórica, ele precisa mudar hábitos, por isso o SUS tem as diretrizes do programa, que inclui a Fisioterapia, Nutrição e Psicologia no pré-operatório", explica a coordenadora do ambulatório, Leda Walker.
Tudo começa com a análise da capacidade pulmonar e mobilidade corporal. Os testes são feitos pela equipe de fisioterapia, que também orienta quanto aos exercícios de acordo com as necessidades individuais. "A maioria dos pacientes chega com alguma restrição articular, ou alguma patologia pré-existente referente à mobilidade, o objetivo do atendimento fisioterápico é facilitar a realização de atividades físicas melhorando a mobilidade e funcionalidade do corpo", explica a fisioterapeuta, Mariana Melin.
A psicologia ajuda os pacientes a compreenderem sobre a importância da manutenção desses hábitos. "A obesidade é uma doença multifatorial que pode desencadear por problemas emocionais, por exemplo. Eles chegam vindo de muitas tentativas de perda de peso frustradas. No começo é difícil, pois também tem a questão da meta. Mas quando eles se engajam e começam a ver que é possível e de que a mudança está ao alcance eles acabam se animando com os resultados", explica a psicóloga Suelen Berlanda.
Com os atendimentos, os pacientes começam a usar o alimento a seu favor. É uma série de informações que, se aplicadas, logo começam a dar resultados. "Não é só passar dieta, orientamos desde a mastigação até o preparo das receitas. Alguns pacientes que vêm com patologias associadas à obesidade, quando conseguem controlá-las com a mudança na alimentação, desistem da bariátrica", explica a nutricionista Larissa Cristina da Silva.
Após cumprirem com esta etapa, os pacientes são novamente encaminhados ao cirurgião que realizará nova avaliação para então autorizar a bariátrica. Após o procedimento, os pacientes retornam para o atendimento nas clínicas e, ao longo de quatro encontros, são passadas as dietas referentes a cada período pós-cirúrgico. Os atendimentos se estendem, ainda, por 18 meses, conforme protocolo estabelecido pelo SUS.
"Terei que manter esses bons hábitos pelo resto da vida"
Samuel Barreto Siqueira chegou a pesar 196 quilos, ao colocar o plano alimentar em ação, já são 22 quilos a menos e conseguiu não só estar qualificado, como também ganhou mais qualidade de vida. "Cheguei com problemas nas articulações e com três sessões de fisioterapia já consegui sentir diferença, já consegui fazer caminhadas maiores, já não cansava mais tanto em casa, e com a mudança nas refeições logo comecei a perceber a diferença nas medidas".
Com o acompanhamento, Samuel e os outros pacientes, aptos a realizar o procedimento, sabem que somente a cirurgia não vai resolver o problema da obesidade. "Vai me auxiliar, mas hoje eu sei que terei que manter esses bons hábitos pelo resto da vida", completa.
"Depressiva, a gente se fecha e só pensa em comer, acaba engordando e nem percebe"
O luto foi um dos motivos que ocasionou o ganho de peso da Élide Trombeta. Com a perda do irmão e do pai ela ficou depressiva, além disso possui problema de tireóide. Em 10 anos seu peso quase duplicou. "Eu pesava 65 quilos. Depressiva, a gente se fecha e só pensa em comer, acaba engordando e nem percebe. Hoje em dia tenho diabetes e hipertensão em decorrência da obesidade".
A Élide começou o protocolo no ambulatório em julho e perdeu 11 quilos em 2 meses. "Tem que ter força de vontade. Todo mundo que eu conheço que fez a cirurgia hoje em dia está muito bem, levando a vida com saúde, inclusive as minhas duas irmãs".
2026 Toledo
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2026 Cascavel
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