Curso de Psicologia promove evento sobre TEA com foco em diagnóstico precoce e inclusão no mercado de trabalho
Encontro reuniu especialistas, acadêmicos e comunidade para discutir o Transtorno do Espectro Autista em diferentes fases da vida
Nesta quarta-feira (1), o curso de Psicologia do Centro Universitário FAG promoveu um importante momento de informação, reflexão e conscientização com a realização do evento “TEA: olhar, compreender e acolher”. A iniciativa reuniu acadêmicos e comunidade para discutir o Transtorno do Espectro Autista (TEA) sob diferentes perspectivas, ampliando o debate sobre diagnóstico, desenvolvimento e inclusão ao longo da vida.
A programação trouxe à pauta temas fundamentais, como a importância do diagnóstico precoce e os desafios enfrentados por pessoas com TEA na vida adulta, especialmente no acesso e permanência no mercado de trabalho.
Conduzindo o momento, as neuropsicólogas Solange Souza e Joseane Herrero compartilharam conhecimentos técnicos e experiências práticas, promovendo uma troca enriquecedora com o público presente.
Ao abordar o TEA na vida adulta, Solange Souza chama atenção para uma realidade ainda pouco discutida. “Hoje, estima-se que apenas vinte por cento dos adultos com TEA estejam empregados dentro das funções que podem exercer com facilidade, é essa é uma realidade que precisamos mudar, porque essas pessoas têm muito mais a nos auxiliar, do que dificuldades, e normalmente são olhadas por suas limitações, não por suas capacidades. Esse é um paradigma que precisa ser quebrado”, diz.
Já Joseane Herrero enfatiza o papel decisivo do diagnóstico precoce no desenvolvimento global da pessoa com TEA. “É muito importante que as pessoas compreendam a necessidade de avaliar as crianças desde cedo, ao identificar os primeiros sinais, quando há algumas dificuldades e preocupações dos pais e das escolas. Há muitas crianças que não são avaliadas na primeira infância e acabam levando suas dificuldades até a vida adulta. E nós sabemos que, quando antes for realizado o diagnóstico, mais eficientes serão as intervenções”, destaca.
A professora organizadora do evento, Patrícia Schnaufer, destaca que a proposta vai além da abordagem teórica, promovendo impacto direto na formação dos acadêmicos. “Falar sobre o TEA é falar sobre pessoas, sobre histórias e sobre a necessidade de compreender o outro em sua totalidade. Nosso objetivo com este evento foi justamente ampliar esse olhar, proporcionando aos acadêmicos uma formação mais humana, crítica e alinhada às demandas contemporâneas da sociedade”, afirma.
Para a coordenadora do curso de Psicologia, Cláudia Barbosa, iniciativas como essa fortalecem o compromisso institucional com a formação de profissionais preparados para atuar com responsabilidade social. “Quando promovemos espaços de diálogo como este, aproximamos o conhecimento científico da realidade vivida pelas pessoas. Isso contribui para que nossos acadêmicos desenvolvam não apenas competências técnicas, mas também sensibilidade e ética no exercício da profissão”, ressalta.
Ao longo do encontro, os participantes puderam esclarecer dúvidas, compartilhar experiências e refletir sobre a importância do acolhimento em diferentes contextos, como a família, a escola e o ambiente de trabalho. A troca entre especialistas, estudantes e comunidade evidenciou que compreender o TEA é um passo essencial para construir práticas mais inclusivas e respeitosas.
2026 Toledo
2026 Toledo
2026 Toledo
2026 Cascavel
2026 Cascavel
2026 Toledo
2026 Cascavel
2026 Toledo
2026 Cascavel
2026 Toledo
2026 Cascavel
2026 Cascavel