A startup Feira Fácil, desenvolvida por acadêmicos e docentes do curso de Engenharia de Software do Centro Universitário FAG, foi selecionada para o Rocket RPC, um dos maiores reality shows de empreendedorismo e inovação do Brasil, sendo a única startup da Região Oeste do Paraná no programa.
A equipe, que participa do programa na órbita de Negócios, é composta pelos docentes Sandro Ramos e Lucas Martins, pelos acadêmicos Wellynton Spagnol e Milena Dias Pommer, e pela colaboradora Gabrielli Vieira. As gravações iniciais ocorreram de 19 a 23 de agosto, e as finais ocorrerão nos dias 29 e 30 de outubro.
A Feira Fácil trata-se de um software de gestão de vendas e estoque para feirantes. O professor Sandro Ramos explica que a ideia surgiu ao frequentar a feira com sua esposa. “Percebemos que os feirantes anotavam em cadernos as vendas - os pouco que o faziam. Nisso, pensamos em fazer algo para facilitar a vida deles - um sistema para realizar todo esse gerenciamento e que falasse a língua dos feirantes”, relembra.
A parceria com os alunos foi a próxima etapa. Sandro não tinha tempo para desenvolver o software, mas já sabia do potencial de Wellynton, que foi o primeiro aluno a embarcar na ideia. “Vejo que nosso ecossistema é muito propício para criar startups e é muito gratificante tirar um projeto como esse do papel. Os discentes que fazem parte do grupo são muito beneficiados por essa troca direta entre professor e aluno em um projeto real, trazendo toda essa experiência de mercado, orientações e networking para eles”, complementa.
O docente destaca, também, que a Feira Fácil se diferencia no mercado por não haver concorrência. “Não existem iniciativas voltadas a atender esse nicho em específico, os feirantes são bem desassistidos”, diz. “Inclusive, um dos nossos diferenciais é a integração do nosso sistema com a maquininha da Stone, onde o feirante faz o pedido no sistema (pelo celular) e a transação é apresentada na maquininha, sem a necessidade de interação física com ela, mantendo a dinamicidade e velocidade da feira”, complementa.
O grupo também avalia o uso de novos recursos para facilitar ainda mais o uso da plataforma pelo seu público, que não tem tanta experiência com a tecnologia. “Estamos em vias de implementar o pedido por voz utilizando Inteligência Artificial. Assim, se ele tiver dificuldades em utilizar nosso sistema, em tirar o pedido ou lançar o estoque, ele poderia fazer tudo isso apenas apertando um botão e dando o comando por voz”, explica.
Do desenvolvimento à televisão
A recomendação para a inscrição no reality show veio da Coordenadora do Start FAG (Núcleo de Empreendedorismo do Centro FAG), Luma Carletto. Sandro relata que o grupo ficou cheio de esperança de que fosse selecionado, e a notícia de sua participação no programa foi inusitada: a mensagem indicando que a Feira Fácil havia sido selecionada veio com o nome de outra startup, confundindo o grupo. “Depois que corrigiram a mensagem, ficamos muito aliviados”, relembra.
Nesta edição, o programa está maior, com provas mais estruturadas e desafiadoras, além de disponibilizar mais tempo de tela para as startups participantes. Para o grupo, a experiência é diferente de tudo o que já fizeram. “As provas e todo o networking que podemos fazer com as outras 17 startups são extremamente motivadoras”.
Para o professor, este momento é uma aventura pelo mundo do empreendedorismo e uma oportunidade de impulsionar a Feira Fácil. “Nosso público-alvo é muito conectado com a TV. Essa oportunidade é ímpar, pois vamos ter um canal direto para apresentar nossa solução para eles”.
A coordenadora do Start FAG, Luma Carletto, também comemorou a conquista. “Ver a Feira Fácil chegar ao Rocket RPC é uma enorme conquista não só para os envolvidos no projeto, mas também para todo o ecossistema de inovação do Centro FAG. Isso mostra que nossas ideias têm força para ganhar espaço nacional e transformar realidades. O Start FAG tem justamente esse propósito: apoiar, conectar e dar visibilidade a quem acredita que pode empreender e inovar. Estar entre as startups selecionadas mostra o quanto os nossos acadêmicos e docentes são capazes de desenvolver soluções criativas com impacto direto na comunidade”, conclui.




